Única representante mulher do Brasil na esgrima sobre cadeira de rodas.
Mônica começou a jogar basquetebol em cadeira de rodas em 2003, num time de Canoas. Chegou a praticar também kart, canoagem e tiro esportivo antes de ser convidada por Jovane Guissone para a esgrima em cadeira de rodas, onde tudo começou.
Durante a gestação de sua filha Paolla, Mônica teve um angioma medular no seu segundo mês. Os médicos deram a opção de interromper a gravidez e fazer a cirurgia de retirada do tumor, mas, para ela, essa escolha não era nem cogitada. Ela queria ser mãe e decidiu manter o bebê mesmo com o risco que isso poderia trazer. Para a esgrimista, foi a escolha mais acertada que fez.
A história de Mônica com o esporte paralímpico é antiga, começou na chegada de Paolla, que é o seu principal combustível para a competição. Já na sua primeira competição ficou em terceiro lugar. Dedicou-se aos treinos e conquistou duas medalhas de ouro no Regional das Américas em Montreal, em 2015, e São Paulo, em 2016, ambas no florete. Na competição de 2016 ganhou também o bronze na espada.
Mônica diz que foi pela filha que lutou para se tornar uma cadeirante independente e que por meio da cadeira de rodas ela conheceu o esporte e o mundo.